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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

O Código dos Reis


Tenho por hábito ler os livros que recomendo às minhas filhas. Ao fazê-lo estou habilitado para, com toda a propriedade, recomendar-lhes (ou não) um determinado livro. Também, permite-me ir acompanhando a leitura que elas vão fazendo, posso fazer-lhes perguntas sobre a história e, eventualmente, esclarecer alguma dúvida que possam ter.

Outra vantagem ainda da literatura juvenil (ou até infantil) é o facto de serem histórias com uma linguagem e enredo mais fácil de ler. É um pouco como comer uma sopinha ao almoço, depois de uma grande jantarada entre amigos na noite anterior.

Pois bem, este livro é para adolescentes e consiste numa história de mistério e aventura vivida por Beatrice e pelo seu tio, que irão confrontar-se com um personagem em busca do Código dos Reis - uma língua desconhecida que dá o poder a quem a conhece de controlar aqueles que a ouvem.

Parece interessante, não? É sim senhor. Leiam e desfrutem. Penso que irão gostar.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Cães danados


Em 2012, por meio do programa de televisão Ler mais, ler melhor, descobri o escritor de livros para jovens Robert Muchamore. Fiquei interessado na série 1 da coleção Cherub e acabei por comprar os livros todos. Entretanto comecei a lê-los, não apenas por curiosidade, uma vez que os livros eram publicitados pela editora como tendo grande aceitação junto do publico juvenil, mas também para poder orientar a minha filha mais velha (na altura com 10 anos) quanto a estas leituras.

Os livros podem ser lidos isoladamente, não é forçoso que a coleção seja lida pela ordem dada aos livros mas, no meu entender, faz muito mais sentido ler estes livros pela sua ordem, começando por O Recruta e seguindo depois a ordem da coleção. Até porque, ler os livros pela ordem da coleção permite-nos ir acompanhando a vida dos personagens ao longo das várias histórias, o que acaba por ser muito interessante por uma razão acrescida que tem a ver com a idade dos personagens. James Adams (o personagem principal) e os seus amigos são pré adolescentes e adolescentes cujas vidas vamos podendo acompanhar ao longo dos vários livros. Desta maneira, podemos observar alguns dos dilemas e problemas próprios da adolescência. Ora, se o leitor for também um adolescente, algumas destas histórias poderão ser uma ajuda pois acabam por identificar alguns problemas próprios da adolescência e como lidar com eles.

James e os seus amigos fazem parte de uma organização secreta chamada Cherub composta por agentes a quem são atribuídas as mais variadas missões no âmbito do combate ao crime. A grande vantagem de James e dos seus companheiros no desempenho das missões que lhes são atribuídas é que, devido precisamente ao facto de serem adolescentes, ninguém desconfia deles nem do que fazem. 

A 1ª série desta coleção tem 12 livros e já li os primeiros 8. O último que li foi precisamente Cães danados.

Se até eu gosto das histórias, penso que qualquer adolescente, miúdo ou miúda a partir dos 10 anos também gostará.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Histórias da Terra e do Mar


Penso que não é possível fomentar o gosto pela leitura sem se gostar de ler. E, como entendo que a leitura deve fazer parte da formação da nossa vida - do que somos e pensamos, da pessoa em que nos tornamos - faço questão de ler os livros que as minhas filhas lêem. Alguns livros leio-os a fim de poder ser capaz de promover a sua leitura junto delas, outros leio-os porque elas têm que os ler no âmbito da disciplina de Português e assim posso trocar impressões com elas sobre esses livros.

Assim, a leitura deste livro de Sophia de Mello Breyner Andresen aconteceu pois a minha filha mais velha vai ter que analisar o conto A Saga (este livro é um livro de contos) no 2º período do 8º ano.

Este livro não é muito grande, contêm 5 contos distribuídos por 88 páginas. Li-o em 3 dias.

Nunca tinho lido nada de Sophia de Mello Breyner. Nem sequer poesia, penso eu. De modo que, mais cedo ou mais tarde, a primeira vez haveria de chegar. Foi agora com este livro de contos. Mas penso que foi um bom início.

A escrita de Sophia é rica e abundante. A sua capacidade para a adjetivação e descrição permitem-nos ver os lugares e as paisagens que descreve, levando-nos a sentir o mesmo que as personagens.