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domingo, 5 de março de 2017

No teu deserto



Título: No teu deserto
Autor: Miguel Sousa Tavares
Editora: Oficina do Livro
Nº de páginas: 125


SINOPSE

No teu deserto aparece no site da Wook como romance, o mesmo acontecendo no site da FNAC. Segundo julgo saber, Miguel Sousa Tavares (MST) classifica-o como um “quase romance”. Na minha opinião, no entanto, este livro consiste mais numa crónica de viagem que MST fez pelo deserto do Sahara durante quarenta dias em 1987 acompanhado por Cláudia, quinze anos mais nova que MST nessa altura.

Passados 20 anos, MST escreve sobre essa viagem deixando-nos perceber o que ele e Cláudia sentiram e como partilharam os múltiplos desafios, obstáculos e peripécias próprios de um destino tão inóspito quanto um deserto pode ser, e como isso os marcou indelevelmente.


AS MINHAS OBSERVAÇÕES

Li este livro pela primeira vez em 2009 logo após a sua primeira edição pela Oficina do Livro. Recentemente, ao ler Não se encontra o que se procura, também de MST e sobre o qual escrevi aqui, despertou em mim o desejo de reler No teu deserto. Penso que, por si só, este já é um sinal muito positivo acerca do livro – quando sentimos vontade de reler um livro é porque encontramos nesse livro algo que nos marcou e ao qual precisamos voltar.

No teu deserto é um livro de olhares – o olhar de MST sobre o que vê na viagem, o seu olhar sobre Cláudia e o seu olhar sobre si mesmo. A dada altura encontramos estas palavras «A terra pertence ao seu dono, mas a paisagem pertence a quem a sabe olhar. E era assim connosco naqueles dias, também. Éramos donos do que víamos: até onde o olhar alcançava, era tudo nosso.»

Penso que este livro será apreciado por quem gosta particularmente de viajar, mas não só. De facto, encontramos algumas frases que são uma delícia e que explicam o facto de ter relido este livro na tarde deste domingo, 5 de março:

«A maior parte do tempo, porém, o que nós partilhávamos era o silêncio. E isso eu aprendi contigo, porque não sabia. Para mim, o silêncio era sinal de distância, de mal-estar, de desentendimento. Ao princípio, quando ficávamos calados muito tempo, eu sentia-me inquieta, desconfortável, e começava a falar só para afastar esse anjo mau que estava a passar entre nós.
Um dia tu disseste-me:
- Cláudia, não precisas de falar só porque vamos calados. A coisa mais difícil e mais bonita de partilhar entre duas pessoas é o silêncio.»

«Escrever é usar as palavras que se guardaram: se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer.»

«Tu falavas pouco e essa era uma das coisas de que eu gostava em ti. Quando tudo era bonito de mais ou duro de mais, tu ficavas calada a olhar silenciosamente. Falámos sobre isso uma vez, e eu disse-te que a vida me tinha ensinado que fácil era o ruído, as conversas sem sentido, a banalidade das palavras ditas sem necessidade alguma. De nós os dois, tu eras, sem dúvida alguma, a mais calma, a mais feliz tranquilamente. A mais atenta, a mais disponível para o vazio e o silêncio.»

«Às vezes, lá onde eu moro, fico à noite a olhar as estrelas como as do deserto e oiço o tempo a passar, mas não me angustia mais: eu sei que é justo e que tudo o resto é falso.»

«Todos têm terror do silêncio e da solidão e vivem a bombardear-se de telefonemas, mensagens escritas, mails e contactos no Facebook e nas redes sociais da Net, onde se oferecem como amigos a quem nunca viram na vida. Em vez do silêncio, falam sem cessar. Em vez de se encontrarem, contactam-se, para não perder tempo; em vez de se descobrirem, expõem-se logo por inteiro: fotografias deles e dos filhos, das férias na neve e das festas de amigos em casa, a biografia das suas vidas, com amores antigos e actuais. E todos são bonitos, jovens, divertidos, “leves”, disponíveis, sensíveis e interessantes. E por isso é que vivem esta estranha vida: porque, muito embora julguem poder ter o mundo a seus pés, não aguentam nem um dia de solidão.»

Crónica de uma morte anunciada



Título: Crónica de uma morte anunciada
Autor: Gabriel Garcia Marquez
Editora: D. Quixote
Nº de páginas: 107


SINOPSE

Vítima da denúncia falaciosa de uma mulher repudiada na noite de núpcias, o jovem Santiago Nasar foi condenado à morte pelos irmãos da sua hipotética amante, como forma de vingar publicamente a sua honra ultrajada e sob o olhar cúmplice ou impotente da população expectante de uma aldeia colombiana: é esta a história verídica que serve de base a este romance, e que, logo nas suas primeiras linhas, é enunciada.


AS MINHAS OBSERVAÇÕES

Já fazia algum tempo que estava para ler qualquer coisa de Gabriel Garcia Marquez (GGM). Por duas razões: primeiro, porque nunca tinha lido nada deste escritor (esta será sempre uma razão válida para se querer ler algo de um escritor que ainda não se conhece) e, segundo, porque, durante a minha vida de leitor, sempre vivi com a sensação de que não poderia passar ao lado de GGM. Isto é, eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, a sua escrita me encontraria. Uso esta expressão «a sua escrita me encontraria», pois acredito que quando levamos a leitura a sério são mais as vezes que a escrita de alguém e os seus livros nos encontram do que o contrário.

Não posso deixar de referir que a leitura de Crónica de uma morte anunciada nesta altura foi forçada por outra razão: o facto de a minha filha de 14 anos ter que ler o livro no âmbito da disciplina de Português de 9º ano. Assim, acabei por juntar o útil ao agradável – poder ajudá-la na análise ao livro e ter a minha primeira leitura de GGM.

Em O Labirinto dos Espíritos de Carlos Ruiz Zafón uma das personagens diz o seguinte «Na literatura só existe uma questão verdadeiramente importante: não o que se narra, mas como se narra. O resto é decoração.» Acho que este livro de GGM ilustra de um modo praticamente inequívoco esta frase de Zafón. Na minha opinião, a história verídica que serviu de base a este livro tem muito menos de surreal do que a maneira como GGM a conta. Veja-se que logo nas primeiras linhas é anunciada a morte do personagem principal, Santiago Nasar, e ao longo do livro esse acontecimento aparece como que suspenso por fios tão ténues que parece que não vai acontecer, tão absurdo o conjunto de factos e circunstâncias que permitiram a sua consumação.

Sobre este livro, GGM disse que conseguiu escrevê-lo exatamente como queria. Se o que GGM queria era um relato com capacidade de prender o leitor levando-o a acreditar que o inevitável não vai acontecer ao ponto de quase se sentir enganado no final, penso que o objetivo foi alcançado.   

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Filosofia e Harrison Bergeron

Há algum tempo atrás comprei um pequeno livro sobre Filosofia intitulado Filosofia em Directo editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos e escrito por Desidério Murcho. Por meio deste livro tomei conhecimento do site Crítica na Rede e subscrevi a sua newsletter.

Agora recebi um email com um link para o conto Harrison Bergeron de Kurt Vonnegut. Estas são as primeiras linhas:

«Era o ano 2081, e toda a gente era finalmente igual. Não apenas perante Deus e a lei. Igual em todos os aspectos. Ninguém era mais inteligente. Ninguém era mais bem parecido. Ninguém era mais forte ou rápido. Toda esta igualdade era devida às 211.ª, 212.ª e 213.ª emendas constitucionais, e à vigilância incessante dos agentes da Direcção-Geral Incapacitante dos Estados Unidos.»

Não deixem de ler aqui o resto deste conto escrito há 57 anos atrás.  

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Não se encontra o que se procura


Título: Não se encontra o que se procura
Autor: Miguel Sousa Tavares
Editora: Clube do Autor
Nº de páginas: 266

SINOPSE

A escrita, a viagem, a memória, a vida fora da espuma dos dias, dentro da verdade, naquele momento de luz, onde as estações do ano convocam a sabedoria, a descoberta, o apelo do desconhecido, o instante em que tudo pode acontecer.

Nesta viagem fora do seu quarto, Miguel Sousa Tavares transporta-nos ao seu mundo mediterrâneo, ao sul de Portugal, à Croácia, a Roma, à Sicília, ao Brasil e aos lugares da História por onde passaram figuras gigantes. No regresso a casa, explica a razão da sua escrita. A sós, com as palavras, viaja para dentro de si para partilhar aquilo que só os grandes contadores de histórias sabem fazer, seguindo o lema: "Viajar é olhar".

Uma pergunta fica suspensa nas manhãs de Verão e nas noites de luar: Como é que se regressa quando não se sabe porque se partiu?


AS MINHAS OBSERVAÇÕES

Por vezes somos atraídos para um determinado livro sem sabermos explicar o porquê. Acho que foi isso que me aconteceu com este livro. Já tinha tido o livro na mão por diversas vezes e já tinha lido umas frases soltas cujo tom poético de Miguel Sousa Tavares (MST) até me agradou, mas nunca me tinha decidido pela compra do livro ou pela sua leitura. Talvez a promoção na Wook tenha sido decisiva para que este livro me chegasse às mãos definitivamente e penso que foi dinheiro bem gasto. 

No site da Wook este livro está catalogado como literatura de viagem, mas acho que esta classificação é um pouco redundante. Este livro tem algo de literatura de viagem, pois alguns capítulos consistem precisamente nas impressões do autor sobre sítios por onde viajou, mas é mais do que isso. Alguns capítulos consistem também num registo diarístico de MST em que este aborda assuntos vários. Em outros dois ou três capítulos MST fala sobre História. E ainda noutros fala sobre livros, a escrita e literatura.

Não se encontra o que se procura é um livro de registos, olhares, sentidos e prazeres em que as observações do autor demonstram como viajar é olhar e como não devemos deixar de fazer o que Saramago escreveu em Ensaio sobre a cegueira - se podes olhar vê, se podes ver repara. Neste exercício de olhar, ver e reparar, MST deixa-nos um livro leve com um certo tom poético que, tenho por certo, herdou da sua mãe, a poetisa Sophia de Mello Breyner.   

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Angústia de leitor

Frank Zappa disse "Tantos livros e tão pouco tempo". Pese embora não tenha a pontuação que a define como uma exclamação, penso que esta frase não pode ser outra coisa que não uma angústia exclamada pela boca de quem não consegue viver sem ler e gostaria de ter todo o tempo do mundo para ler os livros que quer ler. Não sei se era o caso de Zappa, mas é por certo o meu caso. E esta angústia tem momentos próprios, por vezes recorrentes, para se manifestar. Um desses momentos, e falo por mim, acontece quando termino um livro.

Quando termino a leitura de um livro, o que acontece entre vinte e trinta vezes por ano, fico perante a decisão sempre difícil de escolher qual o próximo livro que irei ler. E isto para mim não é algo isento de uma certa angústia, precisamente porque o tempo é escasso, sei que não viverei o tempo suficiente para ler tudo o que gostaria de ler, logo, como escolher bem qual deverá ser a próxima leitura?

Por um lado, não quero perder tempo com uma leitura que ao princípio pode parecer promissora mas que vem a revelar-se indigna do meu tempo - e para mim, toda a leitura que não me apraz é indigna do meu tempo! Por outro, não quero deixar de ler aqueles livros que, não sendo considerados grandes obras, são verdadeiras pérolas cuja leitura nos enche de deleite, mesmo que seja de uma maneira muito nossa.

Perante isto, como podem alguns não ver como é difícil a vida de leitor?

domingo, 5 de fevereiro de 2017

O Cemitério dos Livros Esquecidos



Em 2006 chegou às minhas mãos A Sombra do Vento, um livro de um escritor até aí desconhecido para mim chamado Carloz Ruiz Zafón. Não me recordo como é que o livro me chegou às mãos. Se por oferta de algum amigo ou familiar, ou se terá sido mais um livro adquirido por mim, como outras centenas que ao longo dos anos têm vindo a engrossar a minha cada vez mais extensa lista de livros à espera de serem lidos.

Quando iniciei a leitura de A Sombra do Vento não o sabia, mas estava prestes a ter uma experiência que ainda hoje recordo com agrado. Ia a leitura mais ou menos pelas 300 páginas (o livro tem 500 e poucas) quando tivemos um casal amigo que nos visitou e nessa noite jantou connosco. Trocámos impressões sobre o que andávamos a ler e lembro-me de ter referido que o enredo estava um pouco monótono, o que fazia com que eu estivesse de certo modo a arrastar-me na leitura.

Nessa mesma noite, após os nossos amigos terem ido embora, tomei lugar no cadeirão do escritório, que na altura eu utilizava quando queria refugiar-me na leitura, e retomei a leitura de A Sombra do Vento, longe de imaginar que, na sua arte narrativa sem paralelo, Zafón tinha guardado o melhor para o fim. Recomecei a leitura e não tardou muito até que, como que por artes mágicas, aquele desenrolar modorrento da trama que tinha referido aos meus amigos fosse apenas uma recordação sem sentido perante um fôlego narrativo que inesperadamente ganhou forma.

Hoje, passados dez anos, recordo-me bem de três coisas: primeiro, era uma quinta-feira; segundo, a minha filha mais velha, na altura com quatro anos, levantou-se a meio da noite para ir à casa de banho, passou a dois metros de mim e eu não me apercebi de absolutamente nada, tal o modo como fui tomado pela história; por último, o sono fugiu de mim de tal maneira que, apesar de ainda me restarem cerca de umas cem páginas para terminar o livro, acabei por me ver forçado a decidir terminar a leitura para ir dormir, pela razão exclusiva de que no dia seguinte era dia de trabalho.

O dia seguinte foi vivido em modo de filme, como se as aventuras de  Daniel Sempere, Fermin Romero de Torres, Nuria Monfort, Bea e Julian Carax se desenrolassem em modo contínuo numa zona resguardada na parte de trás da minha mente, ao mesmo tempo que uma certa ansiedade ardia dentro de mim, como que em lume brando, fazendo-me desejar que o fim do dia chegasse rapidamente para voltar a me perder mais uma vez naquela história cujo fim desejava ardentemente conhecer.

Recordo-me bem da mescla de sensações com que peguei no livro nessa noite para retomar a leitura: por um lado, o prazer pelo qual ansiei durante todo o dia, por outro, um vislumbre antecipado da tristeza própria do final daqueles livros que nos marcam e cujas personagens permanecem connosco durante muito e muito tempo, e que já me espreitava no final daquelas páginas.

Já tarde, lá pelas duas ou três da manhã, ao terminar a leitura, sabia que tinha nas minhas mãos uma grande obra, ou não tivesse A Sombra do Vento vendido 15 milhões de exemplares e elevado o seu autor ao estatuto de autor espanhol mais vendido a seguir a Miguel de Cervantes. O que eu não sabia, mas não tardei a descobrir, era que uma Sra. insónia me aguardava alimentada pela adrenalina que me corria nas veias, o que sempre me acontece quando termino um livro cuja magia não me deixa indiferente. 

A Sombra do Vento tem como ponto central um lugar em Barcelona – o Cemitério dos Livros Esquecidos. Trata-se de uma biblioteca secreta que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera que alguém as descubra. O jovem Daniel Sempere é levado a esta biblioteca pelo seu pai e é-lhe proposto que escolha um livro que ficará à sua guarda. O livro eleito é A Sombra do Vento, um romance de um escritor desconhecido chamado Julian Carax. Numa noite Daniel lê o livro de capa a capa e começa assim uma grande aventura que lhe deixará uma marca indelével.

No seguimento de A Sombra do Vento, Zafón escreveu ainda O Jogo do Anjo (2008), O Prisioneiro do Céu (2012) e O Labirinto dos Espíritos (2016). Estes quatro livros constituem uma tetralogia cuja história está interligada pelo Cemitério dos Livros Esquecidos.

Porque escrevo sobre isto agora? Porque Zafón encerra agora a tetralogia com O Labirinto dos Espíritos e, como tinha apenas umas poucas ideias vagas dos três primeiros livros, decidi relê-los pela ordem em que foram escritos. Reiniciei a leitura de A Sombra do Vento em 24 de novembro do ano passado e terminei ontem a leitura de O Labirinto dos Espíritos. Foram 72 dias em que me perdi pelas ruas de uma Barcelona gótica, intrigante e cheia de mistérios. Foram 2.313 páginas no conjunto dos quatro volumes no meio das quais vivi as aventuras de personagens que agora partem não sem deixarem algo em mim, ou não fosse esta precisamente uma característica das grandes obras.

Pese embora muitos sejam da opinião, inclusive o próprio autor, de que os quatro livros desta tetralogia podem ser lidos por qualquer ordem, como se cada livro fosse uma entrada diferente que leva à história principal, eu sou da opinião de que as peças encaixam melhor se os livros forem lidos pela ordem sequencial em que foram escritos, pese embora nem tudo seja totalmente claro de um livro para o outro. O Jogo do Anjo parece que destoa de A Sombra do Vento no que respeita ao centro do enredo – porque razão tanto destaque para David Martim? Em O Labirinto dos Espíritos percebe-se o porquê. Também, O Prisioneiro do Céu, apesar de ser uma boa história, apenas em O Labirinto dos Espíritos ganha fulgor à medida que Zafón nos permite ver tudo. Uma coisa para mim é certa: ler O Labirinto dos Espíritos sem ter lido nenhum dos outros livros anteriores é perder o prazer de observar como o escritor lança luz sobre uma série de pormenores e situações menos claros que são levantados nos primeiros livros e que apenas no último ficam devidamente claros para o leitor.

Para terminar, apenas uma nota sobre um pormenor delicioso, pelo menos para mim: A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo, O Prisioneiro do Céu e O Labirinto dos Espíritos, para além dos títulos de cada um dos livros desta tetralogia, são também livros dentro do próprio enredo do Cemitério dos Livros Esquecidos.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Resolução de Ano Novo



Não sou muito adepto de resoluções de Ano Novo. Penso que as resoluções podem (e devem) ser tomadas quando necessário e não necessariamente envoltas na mística que está associada ao Ano Novo, como se o facto de se passar de 31 de dezembro para 1 de janeiro tivesse algum poder mágico que ajudasse as pessoas a levarem por diante de um modo mais fácil as resoluções tomadas nessa altura.

Apesar desta minha maneira de pensar, este ano estou a abrir uma exceção e que tem a ver com este blogue. Quando o criei, tinha como intenção escrever, mais ou menos amiúde, sobre as minhas corridas e sobre as minhas leituras. Em jeito de balanço, olho para trás e sinto que fiquei àquem. Gostaria de ter escrito mais, quer sobre corridas, quer sobre leituras.

No que respeita a corridas, sim, manifestamente tenho escrito muito pouco e acho que poderia escrever mais. Já sobre leituras, apesar de ter predominância sobre as corridas, penso que também poderia escrever mais. Pelo menos, poderia publicar aqui no blogue uma recensão sobre cada um dos livros que vou lendo. No ano que passou essas publicações foram apenas ocasionais e muito espaçadas pela razão de que, ao terminar um livro, eu estava mais preocupado em seguir para o próximo do que em parar para escrever sobre esse livro. Gostaria de mudar isso. Tanto assim é que o meu objetivo de livros lidos para 2016 foi de 30 livros, mas em 2017 é de apenas 20. Quero ficar com mais tempo disponível para escrever sobre cada um dos livros que vou lendo.

Assim, a minha resolução de Ano Novo, no que a este blogue diz respeito, é de lhe dar mais atenção. Gostaria de publicar com uma regularidade quinzenal, no mínimo, não deixando de registar aqui no blogue a minha opinião sobre cada livro lido. Vamos ver se consigo cumprir.

sábado, 1 de outubro de 2016

1Q84 - Livro 1


Título: 1Q84 – Livro 1
Autor: Haruki Murakami
Editora: Casa das Letras
Nº de páginas: 487

Sinopse:
Num mundo aparentemente normal e de contornos reconhecíveis, movem-se duas personagens centrais: Aomame, uma mulher independente, professora de artes marciais, e Tengo, professor de matemática. Os dois estão quase a entrar na casa dos trinta anos, têm ambos vidas solitárias e ambos se dão conta de ligeiros desajustamentos à sua volta, que os conduzirão fatalmente a um destino comum. Falta dizer que tanto um como outro são mais do que parecem: a bela Aomame, nas horas vagas, é uma assassina que mata as suas vítimas sem deixar vestígios, levando toda a gente a pensar que morreram de forma natural; o apagado Tengo, um escritor em construção, a quem o editor, Komatsu de seu nome, encarregou de trabalhar na revisão de A Crisálida de Ar, obra prometedora, nascida da imaginação (ou talvez não…) de uma adolescente enigmática, chamada Fuka-Eri.

Como pano de fundo, o universo típico da melhor ficção assinada por Murakami. As seitas religiosas, que o autor investigou a fundo para escrever um livro de não ficção, os maus tratos infligidos às mulheres na sociedade atual, e a corrupção que grassa um pouco por toda a parte, são tudo temas poderosos, entre outros, naturalmente, que o narrador disseca com precisão orwelliana.

Em 1Q84, Haruki Murakami constrói um universo romanesco em que se cruzam histórias inesquecíveis e personagens cativantes. Onde acaba o Japão e começa o admirável mundo novo em que vivemos? Uma ficção que ilumina que ilumina de forma transversal a aldeia global em que vivemos. 


AS MINHAS OBSERVAÇÕES

Sou um leitor assumido dos livros de Haruki Murakami. Mais: sou um fã da sua escrita, das suas personagens, das suas histórias e do seu universo literário. Sou tão apreciador dos livros deste escritor japonês que, na minha muito humilde e modesta opinião literária, acho que o Prémio Nobel já lhe era devido.

Murakami é um dos escritores que sigo. Com isto quero dizer que tenho todos os seus livros, e, na escolha dos livros que vou lendo, dou-lhe prioridade caso tenha algum livro seu que ainda não tenha lido. Só este ano, dos 28 livros que já li, 5 foram de Murakami.

A leitura de Murakami é fácil e flui, resultado de uma linguagem acessível, mas a história, e a maneira como é contada, deixa marcas. Quando termino um livro de Murakami, não consigo apenas chegar ao fim, ir ao Goodreads registar o fim da leitura e seguir para outro livro qualquer; fico a pensar, a digerir, com as personagens bailando suspensas na minha consciência, ficando em mim uma impressão forte que demora a passar.

De facto, no que a mim diz respeito, os livros de Murakami são de tal modo intensos que, de tempos a tempos, sinto necessidade de voltar a eles, mas, por outro lado, penso que ler dois de seguida é algo que não está ao alcance do leitor comum.

Escolhi este livro pois tenho vindo a ler os livros de Murakami pela ordem em que foram escritos e, como 1Q84 é uma trilogia composta por 3 livros e só me faltava ler mais 3 livros para terminar o Goodreads 2016 Reading Challenge, juntava-se uma coisa à outra.

Li 1Q84 – Livro 1 em pouco mais de 2 semanas, muitas vezes sentado na minha varanda, desfrutando da temperatura agradabilíssima roubada por este outono de calendário a um verão único que este ano nos brindou com momentos de praia únicos, finais de dia prazerosos e noites que eram um encanto.

Desde que 1Q84 foi lançado que eu sabia que a história teria de ter alguma relação com a conhecida obra 1984 de George Orwell, para além do facto de que tudo se desenrola entre abril e junho de 1984. De facto assim é, mas só a meio do livro percebemos a relação, bem como o título.

A narração desta história é intercalada – um capítulo sobre Aomame, outro capítulo sobre Tengo, as duas personagens principais, cujas existências são independentes e não têm qualquer relação. Pelo menos assim parece, mas, a meio do livro, as suas histórias tocam-se pela primeira vez e começam a aproximar-se.

Neste livro Murakami constrói um enredo que permite tocar temas diversos como as seitas religiosas, violência doméstica e maus tratos a mulheres, fraude e corrupção, nunca deixando, com o seu modo muito próprio, de nos levar a viver a realidade interior de Tengo e Aomame, pessoas no fundo como nós. 

sábado, 21 de maio de 2016

Os livros de José Rodrigues dos Santos

Desde que li O Codex 632 que sou fã dos livros de José Rodrigues dos Santos (JRS). Depois desse, li A Fórmula de Deus, depois A Ilha das Trevas, A Filha do Capitão e por aí diante. JRS tem 15 romances escritos, tenho-os a todos e já li 8 deles. Só não os li todos ainda por falta de tempo.

Se me perguntarem a razão porque gosto dos livros deste escritor, a resposta é simples: porque os seus livros têm a capacidade de entreter e informar.

JRS deu uma entrevista ao Jornal I, da qual gostaria de destacar as seguintes declarações:
  • "Não concebo a escrita de romances sem contar histórias"
  • "Quando fazemos uma coisa de que gostamos, nem é trabalho."
  • "Ter alguém que escreve livros que depois assinamos como se fossem nossos é um embuste..."
  • "A opinião mais importante para mim é a do leitor. para quem escrevo. Faz-me até confusão haver escritores que dizem que não escrevem para o leitor. Não escrevo para prémios nem para críticos, escrevo para os leitores."
  • "As pessoas são livres de pensarem o que quiserem."
Depois, acho simplesmente uma delícia o que diz sobre António Lobo Antunes e uma delícia ainda maior quando se refere elogiosamente a Miguel Sousa Tavares (que é de facto um grande escritor) e à obra Equador - foi precisamente este livro que marcou uma viragem no meu percurso como leitor.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Primeiro, entreter




Em 2004, o escritor norte-americano Tom Wolfe disse que começou a trabalhar num juramento de Hipócrates para escritores. Palavras suas: “A primeira frase do juramento de Hipócrates diz: ‘Primeiro, nunca causar dano.’ Acho que para os escritores podia ser: ‘Primeiro, entreter.’ Entreter é uma palavra muito simples. Fui procurá-la no dicionário. O entretenimento permite que as pessoas passem o tempo de forma agradável. E qualquer género de escrita – seja poesia ou outra coisa qualquer – deveria, em primeiro lugar, entreter. Esta mania de fazer da escrita uma coisa de tal forma difícil que apenas uma aristocracia iluminada a consegue compreender é uma coisa muito recente.”

Concordo plenamente.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Verão Quente



Verão Quente foi o 5º livro de Domingos Amaral que li. Já tinha lido Os Cavaleiros de São João Batista, Amor à primeira vista, Enquanto Salazar dormia e o Retrato da mãe de Hitler

Sobre este livro tenho coisas boas e menos boas a referir. Irei começar pelas menos boas mas, antes de o fazer, vou apenas referir o seguinte: tenho uma pequena lista de autores portugueses e estrangeiros de cujos livros gosto muito e que decidi "seguir". Por "seguir" quero dizer ler todos os livros desse autor e comprar cada livro novo que esse autor escreva (desta maneira estou a ajudar a obra desse escritor). Domingos Amaral consta dessa lista.

Vamos então às coisas menos boas acerca de Verão Quente: as duas personagens Redonda e Julieta parecem-me algo forçadas no relacionamento que mantêm com o narrador da história envolvendo-se, ora uma ora outra, com o mesmo. Parece-me até mesmo inverosímil o próprio envolvimento, pelo menos da maneira como é descrito no livro. Esta é a única coisa menos boa que tenho a referir.

Depois vêm os pontos fortes que, felizmente, são bem mais numerosos. O enredo de Verão Quente acontece num contexto histórico bastante peculiar da História recente de Portugal, como foi o período do pós-25 de abril, o que nos permite conhecer bem melhor o contexto social e político dessa altura.

A ação desenrola-se permanentemente ao longo do livro, não há capítulos "mortos" que se considere desnecessários. De facto, a história começa, vai-se desenrolando até ao fim e apenas no final ficamos a saber tudo. E não, o assassino não foi o mordomo!

Por último, o enredo sofre várias voltas e reviravoltas. Começamos por ser levados a pensar num determinado desfecho, depois noutro, mas logo mais à frente voltamos ao ponto inicial sendo que, por último, acabamos num final inesperado que não deixa de nos surpreender.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Claraboia


Já há algum tempo que andava com um "bichinho" para ler um livro do José Saramago. Seria o meu primeiro contacto com a literatura do único escritor português, até hoje, laureado com o prémio Nobel da Literatura.

Desconheço o porquê desta vontade recente de descobrir a escrita de Saramago mas, pensando um pouco sobre o assunto, penso que existiam duas razões. Em primeiro lugar, tendo José Saramago sido distinguido com o  Nobel da Literatura, qualquer leitor que se preze (eu prezo-me como leitor!), e ainda mais português, tem que ler pelo menos um livro de Saramago. Até pode ler, não gostar e não ler mais nenhum outro livro do escritor ribatejano, mas leu, tirou conclusões por si próprio. Provou e não gostou - pode acontecer, não gostamos todos dos mesmos livros nem dos mesmos autores.

Em segundo lugar, acho que tenho uma necessidade compulsiva de ler coisas novas, conhecer novos autores, experimentar novos estilos de escrita. Penso que sou um leitor irrequieto, tenho fome de literatura e de conhecer mais e mais novos mundos que a literatura me permite descobrir. E esta fome insaciável me leva a uma procura incessante por novos caminhos e novas descobertas pelas páginas dos livros. Penso que isto é notoriamente visível pelo facto de eu ler vários livros, de vários géneros, ao mesmo tempo, e logo que termino um livro de um determinado género avanço logo para o próximo.

Bem, tinha dois livros do Saramago por cuja leitura podia optar: Memorial do convento e Clarabóia.


Fiquei curioso quanto a Clarabóia por duas razões. Em primeiro lugar, porque foi o segundo livro escrito por Saramago, apesar de apenas ter sido publicado postumamente. Portanto temos, neste livro, um José Saramago ainda iniciante na arte da escrita. Em segundo lugar, mas em pé de igualdade com a primeira razão, pela altura em que foi escrito - Saramago terminou a escrita de Clarabóia em 1953. Portanto, estamos perante um livro escrito há 63 anos. Tinha curiosidade em ver como Saramago descrevia a vida há 63 anos atrás.


Terminada a leitura, foi até sem muita surpresa que verifiquei que a vida de hoje não é muito diferente da de há 63 anos.


O que é que havia há 63 anos atrás? Um maior tradicionalismo nos valores, é um facto. Mas esse tradicionalismo era apenas o vidro através do qual se viam os valores que, ainda hoje, também vemos, tais como honra, trabalho, respeito, família, apreço pela arte, busca da felicidade.


Um livro que se lê bem, cujos personagens poderiam ser algumas famílias do prédio onde vivemos, e com um final que nos deixa a pensar. Como todos os bons livros, de facto.  
 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Quem ama acredita


Não me recordo quando foi que li o primeiro livro de Nicholas Sparks. Penso que terá sido há uns 15 anos, mas não tenho a certeza.

Como já referi aqui no blogue, os livros deste autor amolecem-nos o coração, pelo que considero muito positivo ler um dos seus livros de vez em quando.

A leitura deste livro acontece nesta altura, precisamente porque estava a sentir falta de ler um livro com as características dos livros de Nicholas Sparks - história bem contada, assente num enredo da vida real, com personagens como cada um de nós, com os seus dilemas, desafios, dificuldades e tristezas. Também, e não menos importante, o final do livro é quase sempre surpreendente pois inclui um elemento surpresa inesperado.

Sobre este livro em particular, trata-se de uma história de amor, de entrega, risco, abnegação e escolhas. E, claro, de decidir acreditar quando se ama.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

O que ando a ler

Depois de ter terminado, há cerca de uma semana, a leitura do livro 28 minutos e 7 segundos de vida, da qual já dei conta aqui, estava indeciso sobre o que ler a seguir, como também referi aqui.

Como ontem passei 8 horas em duas viagens de comboio, não adiei mais a escolha da próxima leitura e optei pelo livro Quem ama acredita de Nicholas Sparks. Porquê? Porque já há algum tempo que não leio nenhum livro deste autor e também porque, de vez em quando, faz-me bem ler um dos seus livros. São livros que amolecem o coração.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Encruzilhada!

Depois de ter terminado a leitura de mais um livro ontem, estou indeciso quanto ao que ler a seguir. Estou inclinado para um destes 4 livros:





Alguém me ajuda a decidir?

domingo, 31 de janeiro de 2016

28 minutos e 7 segundos de vida


Este livro foi-me oferecido pelo meu irmão por ocasião do meu aniversário em 2014. Penso que comecei a lê-lo quase logo de seguida, mas acabei por me ficar pelo 1º capítulo. Agora, praticamente um ano depois, voltei ao livro, reiniciei a sua leitura e levei-a até ao fim.

28 minutos e 7 segundos de vida trata-se de um livro de entrevistas ao empresário e empreendedor social Manuel Forjaz. Feitas pelo jornalista José Alberto Carvalho, as entrevistas foram pensadas para formato de televisão, isto é, as entrevistas foram gravadas para televisão e apenas posteriormente foram transcritas dando origem à edição deste livro.

Por altura da gravação das entrevistas, Manuel Forjaz tinha um cancro nos pulmões com o qual estava a lutar. Viria a falecer em abril de 2014.

Ao avançar pela leitura, comecei a ficar com a sensação de que estas entrevistas não passavam de dar voz a alguém em fim de vida e que, precisamente por causa disso, queria chamar a atenção das pessoas para aquilo que na vida é deveras o mais importante.

Após ler o livro continuo a dizer que as entrevistas consistem no que atrás refiro mas, devo dizer também, que valeu a pena! Se o Manuel Forjaz pretendia utilizar a visibilidade que a luta contra o cancro lhe dava para, assim, chamar a atenção das pessoas para os aspetos da vida cujo foco não devemos perder, é justo dizer que o conseguiu.

O livro consiste em 10 entrevistas, umas mais interessantes que outras. No cômputo geral, o livro acaba por ser interessante e faz-nos pensar sobre algumas coisas.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Corridas e leituras ou leituras e corridas?

Quando me surgiu a ideia para este blogue, não hesitei um segundo quando ao título. Corridas e Leituras. Corridas e Leituras, e não havia qualquer hesitação na minha mente sobre este título. Como se fosse algo tão certo como o céu ser azul. Como se fosse algo tão absoluto como a chuva que, caindo do céu, indubitavelmente nos irá molhar.

Mas agora, volvidos 2 meses sobre o início deste blogue, tenho algumas dúvidas sobre se o nome do blogue é o mais adequado ao seu conteúdo. Não que o blogue trate de outros assuntos que não sejam corridas e leituras porque, de facto, os posts que aqui publico versam exatamente sobre isso - corridas e leituras. Longe de mim defraudar alguém tendo um blogue com o nome de Corridas e Leituras, e depois vir para aqui escrever sobre assuntos tais como culinária, moda ou até futebol. O título deixa prever um determinado conteúdo e quem aqui vem não sai enganado. Que surpresa é irmos a um restaurante japonês para comermos sushi e servirem-nos um bitoque!

A questão por detrás das minhas dúvidas tem a ver com quantidade. Não é conteúdo, é quantidade. Reparem que o blogue se chama Corridas e Leituras. Ora, isto pressupõe que o blogue tivesse mais a ver com corridas do que com leituras. Tal como, quando bebemos café com leite, bebemos mais café que leite, caso contrário teríamos leite com café.

Ao reler os vários posts que tenho publicado, ao olhar para as etiquetas, verifico que publico mais sobre leituras e livros do que sobre corrida. Se calhar, o blogue deveria chamar-se Livros, Leituras e Corridas, não? Aceitam-se opiniões.

O Código dos Reis


Tenho por hábito ler os livros que recomendo às minhas filhas. Ao fazê-lo estou habilitado para, com toda a propriedade, recomendar-lhes (ou não) um determinado livro. Também, permite-me ir acompanhando a leitura que elas vão fazendo, posso fazer-lhes perguntas sobre a história e, eventualmente, esclarecer alguma dúvida que possam ter.

Outra vantagem ainda da literatura juvenil (ou até infantil) é o facto de serem histórias com uma linguagem e enredo mais fácil de ler. É um pouco como comer uma sopinha ao almoço, depois de uma grande jantarada entre amigos na noite anterior.

Pois bem, este livro é para adolescentes e consiste numa história de mistério e aventura vivida por Beatrice e pelo seu tio, que irão confrontar-se com um personagem em busca do Código dos Reis - uma língua desconhecida que dá o poder a quem a conhece de controlar aqueles que a ouvem.

Parece interessante, não? É sim senhor. Leiam e desfrutem. Penso que irão gostar.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Leitura que nos ajuda a correr

 

Admito que não sou muito adepto de literatura técnica, mas também admito que é inquestionável a utilidade da literatura técnica quando queremos ficar a conhecer melhor algo em cujos caminhos nos estamos a aventurar.

Vivemos na era do conhecimento. Recorrendo a bons livros e à prática do auto estudo é possível aprender muito e, até certo ponto, ficarmos a dominar uma determinada área.

Com a corrida também é assim. O crescente número de praticantes desta modalidade tem levado a que já existam no mercado livros sobre corrida nos quais esta modalidade é abordada nas suas mais variadas vertentes e aspetos.

Tenho ambos os livros que estão nas fotos - Correr para emagracer e Running - muito mais do que correr. Quando o número de livros que tenho em leitura emagrecer um pouco, irei ler um destes livros.